segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Projeto ‘Marcenaria Nova Esperança’ ressocializa apenados de Sousa pelo trabalho




Projeto ‘Marcenaria Nova Esperança’ ressocializa apenados de Sousa pelo trabalho. Foto: Divulgação
Com o apoio do Poder Judiciário estadual, mais uma iniciativa de ressocialização de apenados está sendo desenvolvida na Paraíba. Por meio do talento, trabalho e vontade de mudar de vida, reeducandos da Colônia Penal Agrícola do Município de Sousa estão sendo beneficiados com o Projeto ‘Marcenaria Nova Esperança’, nascido de uma parceria entre a Vara de Execução Penal (VEP) daquela Comarca e a Diretoria da Colônia Penal. 
 
Os reeducandos produzem móveis rústicos e, também, reaproveitam os restos de troncos de madeira, transformando-os em peças que ornamentam a Colônia Penal Agrícola, que abriga 230 apenados e está localizada no alto Sertão paraibano a quase 440 km de João Pessoa.
A juíza Caroline Silvestrini de Campos Rocha, titular da 2ª Vara Mista de Sousa (que possui competência em Execução Penal), disse que, na Colônia Penal Agrícola, são realizados vários trabalhos de ressocialização, todos eles apoiados e incentivados pela VEP. “O novo projeto busca a capacitação profissional dos detentos. A direção prisional, sempre diligente, identificou um talento entre os apenados e logo buscamos meios para que o conhecimento fosse compartilhado com os demais”, comentou a juíza.
A magistrada adiantou que a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado, por meio da Gerência de Ressocialização, já mostrou interesse na ampliação do Projeto e vai oferecer, ainda esse ano, um curso de marcenaria para 40 apenados da Unidade, que já conta com projetos de ressocialização nas áreas de estudo, leitura, artesanato, confecção de bolas, horta e jardinagem.
“O Poder Judiciário estadual, por meio da VEP de Sousa, tem sido nosso maior parceiro, não só nesse, mas em todos os projetos de ressocialização implantados na Unidade, seja nos ajudando com a remição da pena, seja adquirindo material necessário para a manutenção dos projetos”, destacou o diretor a Colônia Penal Agrícola, Charles Martins.
O diretor informou, também, que o projeto teve início em agosto, com apenas duas pessoas trabalhando. “Atualmente, oito presos produzem e recuperam móveis diariamente, com excelente qualidade profissional”, avaliou. Segundo ele, inicialmente, o material produzido é para equipar a própria Unidade Prisional, mas, há a intenção de comercializar. 

Assessoria

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