sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Investigação da PF aponta que incêndios no Pantanal começaram em fazendas de grande porte

 

Foto: Chico Ribeiro/ Governo de Mato Grosso do Sul

A investigação da Polícia Federal (PF) iniciada em junho aponta que os incêndios que devastaram 25 mil hectares do Pantanal começaram em quatro fazendas de grande porte em Corumbá (MS). A suspeita é que os produtores tenham colocado fogo na vegetação para transformação em área de pastagem.

Os focos de incêndio já atingem o maior número mensal desde o início da série histórico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998. De 1º de setembro até esta quarta-feira (23), data do dado mais recente, foram 6.048 pontos de queimadas no bioma, apesar de um decreto federal, proibir, em julho, queimadas de qualquer tipo em todo o país por 120 dias.

Uma equipe da delegacia da PF em Corumbá começou a monitorar alguns focos por causa do grande aumento de queimadas na região do Pantanal. A suspeita é que foram provocados intencionalmente, por pessoas que se aproveitaram da situação climática atípica e da estiagem na área.

Investigadores realizaram análises de imagens de satélite de toda a região. Alguns focos específicos de queimadas chamaram a atenção, porque eram próximos de áreas de preservação e começaram dentro de propriedades particulares.

No dia 25 de agosto, para confirmar as informações coletadas dos satélites, uma equipe da PF sobrevoou as regiões das quatro propriedades e fez registros fotográficos.

Os policiais ainda descobriram que, na fazenda São Miguel e Bonsucesso, havia outros focos de queimadas, além dos descobertos pelas imagens de satélite.

Também foi feita uma perícia nos dados, com base em imagens do site do Inpe, que atestou as informações levantadas anteriormente.

A Federação dos Agricultores e Pecuaristas de Mato Grosso do Sul (Famasul) informou que os produtores das regiões afetadas pelas queimadas têm “diversas iniciativas para prevenir e controlar a situação, amenizar os prejuízos, proteger a fauna, flora e a integridade física das pessoas”.

“A Famasul defende o lícito, e confia no trabalho das autoridades para a apuração dos fatos”, disse o presidente da entidade, Maurício Saito.

A federação explica que tem alertado produtores e trabalhadores do campo quanto à necessidade de medidas de prevenção e combate aos focos de incêndio em áreas rurais.

Com informações do G1.


Fonte: Redação Paraíba.com.br

Matéria retirada do portal Paraíba.com.br

Postado por Juarez Neto


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