segunda-feira, 25 de maio de 2020

Colunista comenta reunião de Bolsonaro com os governadores

Um sopro de racionalidade tomou conta de boa parte das autoridades brasileiras, na reunião promovida pelo presidente Jair Bolsonaro com os 27 anos governadores, e a participação adicional dos presidentes da Câmara Federal (Rodrigo Maia) e do Senado (Davi Alcolumbre).

Eis um trecho do comentário do colunista Arimatéa Souza acerca da reunião do presidente Jair Bolsonaro com os governadores, quinta-feira última.
Veja outros trechos da edição da coluna Aparte que tratou do assunto.
Adversários partidários e até pessoais se comportaram civilizadamente e se concentraram no relevante: a busca de um mínimo de consenso num momento em que o país enfrenta uma crise quase ´esférica´, bafejada pelo coronavírus.
É fato que preliminarmente vários cuidados e antídotos foram aplicados, a exemplo de um contato individualizado de ministros com todos os governadores acerca do balizamento e fixação da pauta, bem como a limitação dos pronunciamentos.
Mas o fato concreto e consequente é que se estabeleceu uma armistício nesse relacionamento entre esferas diferentes de governo, cuja expectativa é que ela se alongue no viés administrativo.
Pode até parecer uma certa ingenuidade, mas é preciso renovar as apostas nessa direção.
“Essa unidade vai criar, com certeza, todas as condições para que, em um segundo momento, possamos tratar a pós-pandemia, a nossa recuperação econômica e a recuperação dos empregos dos brasileiros”, avaliou após a reunião o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).
“Chegou a hora de todos darmos as mãos, de levantarmos uma bandeira branca. Estamos vivendo um momento de guerra e na guerra todos perdem”, acentuou o senador Alcolumbre.
“Defendo que haja a união de todos, deixando de lado divergências políticas e ideológicas. O mais importante é a proteção de todos brasileiros para superar a crise”, afirmou o governador cearense Camilo Santana (PT).
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil
Principal desafeto no presente de Bolsonaro, o governador João Dória (PSDB-SP) grifou que “foco é proteger brasileiros. Ninguém ganha numa guerra e quem perde são os mais pobres”.
“A reunião do presidente com os governadores foi um sinal positivo. Espero que o diálogo institucional se mantenha como regra, e não exceção”, verbalizou Flávio Dino (PcdoB), governador do Maranhão, outro desafeto do presidente.
“O que nós, de fato, não precisamos é de uma crise política. A gente já está vivendo três crises, nós não precisamos de uma crise política. Por isso que eu saúdo o presidente por ter tomado a iniciativa de nos convidar”, assinalou Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo.
“É o momento da unidade nacional, (em) que todos nós estamos dando uma cota de sacrifício. É um momento ímpar na história do país”, enfatizou o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).
O governador João Azevedo (Cidadania) disse após a reunião que um dos apelos imediatos ao presidente foi que a liberação da ajuda emergencial a estados e municípios tenha o seu repasse iniciado ainda este mês.
“Isso faria uma diferença significativa”, grifou.
Azevedo avaliou que “a reunião foi extremamente propositiva, respeitosa e que poderá ser um marco para que a gente possa, a partir de agora, construir uma relação que permita que a gente enfrente essa crise”.
Em entrevista veiculada na TV Itararé, o governador paraibano comentou que a reunião foi “tranquila”, e que poderá permitir o enfrentamento “dessa questão da pandemia, independente de ideologias e partidos políticos”, centrada “no foco principal, que é salvar vidas”.
“Tivemos uma reunião bastante producente”, realçou posteriormente o presidente, que também pontificou que “o governo federal faz o que é possível para atender o nosso povo numa situação em que vive com questão do coronavírus”.


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