sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

STF julgará Wilson Santiago, e não deputados federais, diz defesa

Advogado Luís Henrique Machado - Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Um dia após a Câmara dos Deputados derrubar o afastamento de Wilson Santiago (PTB), a defesa do parlamentar considerou que o Conselho de Ética da Casa – para onde a denúncia foi encaminhada pelo relator do processo, deputado Marcelo Ramos (PL-AM) – não teria competência para cassar o mandato do paraibano.
Em entrevista ao Hora H, da Rede Mais, transmitido pela Rádio POP (89.3 FM) em João Pessoa, o advogado Luís Henrique Machado aconselhou que os vinte e um deputados que formam o Conselho tenham prudência.
“Os deputados não podem até por uma questão de prudência se antecipar a questão de mérito, ela será travada no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É muito aconselhável, até por questões de reserva, para que não tome nenhuma decisão precipitada e depois o Supremo venha absolver. É uma questão que os parlamentares tem de analisar com bastante ponderação”, afirmou Machado.
Wilson Santiago havia sido afastado do cargo em 21 dezembro do ano passado, por decisão do ministro do Supremo, Celso de Mello, com base nas investigações da Operação Pés de Barro, que envolvem as obras da “Adutora Capivara”, sistema adutor que deve se estender entre São José do Rio do Peixe a Uiraúna, no Sertão do estado. As obras foram contratadas por R$ 24,8 milhões e teria havido até agora distribuição de propinas no valor de R$ 1,2 milhão.
MaisPB

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