quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Petrúcio Ferreira e Beth Gomes são eleitos os melhores do ano no Prêmio Paralímpicos

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A paulista Beth Gomes e o paraibano Petrúcio Ferreira, ambos do atletismo, foram escolhidos os atletas do ano no Prêmio Paralímpicos 2019. A cerimônia aconteceu nesta terça-feira, 17, no Hotel Unique, em São Paulo, e reuniu cerca de 500 convidados, entre atletas, treinadores, patrocinadores, dirigentes e imprensa. A judoca Alana Maldonado foi eleita “Atleta da Galera” por meio de voto popular. Esta foi a 9ª edição do Prêmio Paralímpicos, que encerra o calendário do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
“Este ano foi muito especial. Não arredamos um milímetro do trilho estabelecido no nosso plano estratégico lá em 2017, que inverteu a lógica do esporte paralímpico. Hoje, o CPB vai até as pessoas com deficiência, e não as pessoas com deficiência vão até o CPB. Conquistamos resultados que nos enchem de alegria, e nos fazem ter a certeza de que faremos uma grande representação mais uma vez no Japão. Hoje é dia de celebrar tudo isso, de homenagear e reconhecer os heróis e as equipes que tanto nos orgulharam neste ano”, disse Mizael Conrado presidente do CPB, que entregou os troféus de melhores do ano por gênero.
Na temporada de 2019, a paulista Beth Gomes conquistou ouro no lançamento de disco nos Jogos Parapan-Americanos de Lima e no Mundial de Atletismo, em Dubai, com recorde mundial de 16,89m da prova na classe F52.
“É muita gratidão estar aqui nesse palco, dividindo esse prêmio tão sonhado por todos. Não é só meu, é de todos os atletas que aqui estão. Agradeço e oferto este troféu à minha treinadora, Rosiane Farias, que está comigo todos os dias. Gratidão a todos os treinadores, ao movimento paralímpico brasileiro, a minha equipe, a minha associação de esclerose múltipla. Muito obrigada”, disse a santista de 54 anos que era jogadora de vôlei em 1993, quando foi diagnosticada com esclerose múltipla. A paulista de Santos demorou para aceitar a doença até conhecer o basquete em cadeira de rodas.
Já o velocista de 23 anos conquistou ouro nos 100m e nos 400m e prata no revezamento 4x100m nos Jogos Parapan-Americanos de Lima. Ouro nos 100m e nos 400m no Mundial de Atletismo, em Dubai. Na semifinal dos 100m, bateu o recorde mundial e se tornou o atleta paralímpico mais rápido do mundo, com 10s42. Além de receber a honraria de melhor do ano, ele também foi agraciado com o troféu de melhor do atletismo paralímpico brasileiro em 2019. Ele acumula agora quatro anos consecutivos de conquista deste prêmio.
“Saio com esses dois lindos troféus, foi um ano excepcional para mim, com ótimos resultados, objetivos alcançados, então foi só alegria em 2019. O próximo capítulo será voltar aos treinos, focando em Tóquio 2020 e a meta é subir um pouco mais alto no pódio. Subir no palco dá mais nervoso do que estar no bloco de partida. É melhor estar lá, esperando o tiro e correr”, brinca o atleta, que sofreu um acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos e amputou parte do braço esquerdo, abaixo do cotovelo. O paraibano de São José do Brejo Cruz gostava de jogar futsal e sempre foi muito rápido. Sua velocidade chamou a atenção de um treinador. Desde 2013, Petrúcio compete no atletismo pela classe T47 (amputados de braço).
Com 34% dos votos, a judoca paulista Alana Maldonado foi eleita “Atleta da Galera”. A segunda colocada na votação foi a velocista paulista Verônica Hipólito (26%), seguida pela nadadora pernambucana Carol Santiago (15%), que foi coroada a melhor da sua modalidade. O recordista mundial dos 100m T47, Petrúcio Ferreira, ficou em quarto na disputa com 14% dos votos e superou o jogador de bocha paulista José Carlos Chagas (11%).
“Estou muito feliz, agradeço a todos que me apoiam, que torcem por mim, a todos os meus patrocinadores. Esta conquista não é só minha, é de todos. A responsabilidade só aumenta para Tóquio”, comemorou Alana.
Natural de Tupã, interior de São Paulo Alana, 24 anos, descobriu a doença de Stargardt, que causa perda da visão progressiva, ainda na adolescência. Ela já praticava judô desde os quatro anos, mas somente em 2014, quando começou a cursar Educação Física, ingressou no judô paralímpico. Em 2019, ela foi prata nos Jogos Parapan-Americanos de Lima.
O Prêmio Personalidade Paralímpica, que homenageia pessoas que contribuíram com o Movimento na temporada, foi entregue pelo presidente do CPB, Mizael Conrado, ao governador de São Paulo, João Doria Jr., responsável pela renovação do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, cujos atletas conquistaram 87 medalhas em grandes competições internacionais este ano, como Mundiais e o Parapan.
“Talvez seja um dos prêmios mais importantes que recebi até hoje. É o amor que constrói a igualdade daqueles que, independentemente das suas limitações, superam, consquistam, vivem, vibram e se tornam exemplos para todos nós. E também por aquilo que representam ao esporte brasileiro, na superação, na dedicação, na capacidade de empreender e conquistar vitórias”, comentou Doria, ao receber a honraria.
O Prêmio Aldo Miccolis (um dos pioneiros do esporte adaptado no Brasil), que homenageia aqueles que contribuíram para o desenvolvimento do esporte paralímpico, foi concedido ao Grupo Globo, responsável pelo Selo Paralímpico. Os canais de TV a cabo do grupo transmitiram mais de 150 horas de esportes paralímpicos nos canais SporTV em 2019, com audiência acumulada superior a 2 milhões de pessoas.
Foram premiados ainda os destaques de 24 modalidades (confira a relação completa dos vencedores abaixo). O atleta revelação de 2019 foi o nadador cego Wendell Belarmino. Neste ano, o brasiliense conquistou um ouro, uma prata e um bronze no Mundial de Londres e quatro ouros e duas pratas nos Jogos Parapan-Americanos de Lima.
Pedrinho Almeida, treinador de Petrúcio Ferreira, recebeu o prêmio de melhor técnico de modalidades individuais. Já Fábio Vasconcelos, que comanda a Seleção Brasileira de futebol de 5, que foi campeã na Copa América e nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, foi contemplado como melhor técnico de modalidades coletivas.
O Prêmio Clube Caixa, destinado ao clube de destaque do ano, foi para a Associação Desportiva Indaiatubana – Associação Paraolímpica de Indaiatuba (ADI APIN). Por fim, o Prêmio Memória Paralímpica foi para o Clube dos Paraplégicos de São Paulo (CPSP), o primeiro clube do país a oferecer esporte gratuito para deficientes físicos.
Confira a lista de todos os ganhadores do Prêmio Paralímpicos 2019:
Melhor feminio – Beth Gomes
Melhor masculino – Petrúcio Ferreira
Atleta revelação – Wendell Belarmino
Atleta da Galera – Alana Maldonado
Melhor técnico individual – Pedrinho Almeida
Melhor técnico coletivo – Fábio Vasconcelos
Atletismo – Petrúcio Ferreira
Basquete em CR – Vileide Almeida
Bocha – Maciel Santos
Canoagem – Luis Carlos Cardoso
Ciclismo – Lauro Chaman
Esgrima em CR – Jovane Guissone
Esportes de Neve – Cristian Ribera
Futebol de 5 – Raimundo Nonato
Futebol de 7 – Bira Magalhães
Goalball – Leomon Moreno
Halterofilismo – Mariana D’Andrea
Hipismo – Rodolpho Riskala
Judô – Meg Emmerich
Natação – Carol Santiago
Parabadminton – Vitor Tavares
Parataekwondo – Débora Menezes
Remo – Renê Pereira
Rúgbi em CR – Julio Braz
Tênis de Mesa – Paulo Salmin
Tênis em CR – Daniel Rodrigues
Tiro Esportivo – Alexandre Galgani
Tiro com arco – Jane Karla Gögel
Triatlo – Carlos Viana
Vôlei Sentado – Gilberto da Silva
Prêmio Personalidade Paralímpica – João Doria
Prêmio Aldo Miccolis – Grupo Globo
Prêmio Clube Caixa – ADI APIN
Prêmio Memória Paralímpica – CPSP
Patrocínio
O Prêmio Paralímpicos é patrocinado pelas Loterias Caixa.
PB Agora com informações do Comitê Paralímpico Brasileiro

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