terça-feira, 26 de novembro de 2019

Pães produzidos por reeducandos abastecem presídios da Grande João Pessoa


(Foto: Secom-PB)

Mais de 12 mil pães são produzidos diariamente na Padaria da Penitenciária de Segurança Média Hitler Cantalice, em João Pessoa. Atualmente 10 reeducandos produzem os pães, além de biscoitos, salgados, doces e bolos. A produção abastece todos os dias as unidades prisionais de João Pessoa, Bayeux e Santa Rita.
A padaria é um dos diversos projetos de ressocialização de apenados que funcionam dentro de presídios. O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) e parceiros, tem estimulado a criação de fábricas dentro do sistema prisional.
O secretário da Seap, Sérgio Fonseca, ressalta a importância fundamental das parcerias em projetos de ressocialização. "A ressocialização tem sido alvo da gestão e investir e acreditar no ser humano é dever não só das instituições, mas da sociedade.  A ressocialização é um dos caminhos possíveis de se acreditar", comentou.
"Os reeducandos realizam um serviço de qualidade todos extremamente capacitados com, no mínimo, três cursos de padeiro e confeiteiro", afirma o diretor da penitenciária, José Arimateia Júnior. A padaria é um projeto de ressocialização dos mais antigos, funciona desde o ano de 1978, um ano após a inauguração da unidade prisional no governo Ivan Bichara Sobreira.


Sandálias e gesso
No dia 31 de outubro foi inaugurada na Penitenciária Desembargador Sílvio Porto a fábrica de sandálias Calçados para Liberdade, que já beneficia reeducandos. Esse projeto de ressocialização conta com a parceria do Conselho da Comunidade (Anabe), Associação do Banco do Brasil e Instituto Viva Cidadania. Foram investidos no projeto da fábrica de sandálias mais de R$ 30 mil na aquisição de seis maquinários com capacidade de produção para 1.200 pares de sandálias por dia.
Em novembro de 2018 na Penitenciária de Segurança Máxima Criminalista Geraldo Beltrão, em João Pessoa, foi inaugurada a fábrica de gesso 3D Esperança Viva,  construída com recursos do juizado especial de Mangabeira, que teve como administradora da obra a Fundação Cidade Viva, e a sua construção foi através da mão de obra dos próprios apenados.
Vinte reeducandos envolvidos na obra receberam pagamento em conta bancária, além de fazerem jus à remição de pena, ou seja, a cada três dias trabalhados é reduzido um dia da pena. A produção é por demanda contratada, porém com capacidade de produzir mais de 200 m² por dia, destinada tanto à própria administração pública como ao público em geral.
Fonte: ClickPB
Matéria retirada do portal ClickPB
Postado por Juarez Neto


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