sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Mais 9 mil casos de câncer ocorrerão na Paraíba até o final do ano, aponta levantamento

A Paraíba deve somar, até o final de 2019, mais de 9 mil novos casos de todos os tipos de câncer, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). E a perspectiva para os próximos anos não é nada animadora.

A tendência é de um crescimento progressivo dos números a cada ano, segundo a oncologista Dalva Guedes Arnaud, chefe do serviço de oncologia clínica do Hospital Napoleão Laureano, referência no tratamento da doença no Estado. A notícia vem justamente no Dia Mundial do Câncer, lembrado ontem, e no Dia Nacional da Mamografia, celebrado hoje.

“O fato é que se fomos observar a história natural do câncer, há uma tendência de aumento ao longo dos anos. A chance de ter a doença é palpável porque o envelhecimento existe e as pessoas estão muito mais expostas a fatores ambientais. É tudo mais, se vive mais, se expõe mais e, com isso, o câncer tem uma tendência a aumentar”, constatou a especialista.

Entre as causas, existem vários fatores. “Os pacientes me perguntam qual é a causa certa do câncer e eu sempre respondo que a alimentação, por exemplo, pode interferir. As pessoas, cada vez mais, têm comido ruim, fast food, não têm tempo de preparar em casa, comem em qualquer lugar, ou seja, a alimentação não é mais saudável”, constatou. É preciso considerar também, segundo Dalva Guedes Arnaud, a questão dos agrotóxicos e a necessidade de uma maior fiscalização nesse setor. Existem ainda os fatores reambientais.

“Cânceres de cabeça e pescoço, além do de pulmão têm estreita relação com o tabagismo. Já sobre o de pele, vivemos num país tropical, e muitas pessoas, principalmente no interior, não têm acesso ao protetor solar. Quem usa, muitas vezes, não reaplica. Por isso, na estatística, este tipo de câncer está em primeiro lugar. É necessário que exista um combate grande”, disse a médica. “A fórmula é mais genérica, mas o ideal é ter uma alimentação saudável, tomar cuidado com o excesso de álcool e tabagismo. Esses são fatores que podemos modificar”, ensinou.


Fonte: Redação PB Agora
Postado por Juarez Neto

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