segunda-feira, 5 de novembro de 2018

“Os políticos vivem a fase do salve-se quem puder" diz cientista político ao analisar o crescimento da infidelidade partidária nestas eleições

O processo eleitoral deste ano escancarou a falta de fidelidade, unidade e institucionalidade das legendas. Na corrida pela presidência da República vários partidos tiveram filiados que foram para o lado oposto ou não seguiram o direcionamento da cúpula partidária.
Para especialistas, o Brasil vivencia uma profunda implosão política causado pelos crescentes escândalos de corrupção e pela falta de ideologias, o que faz as legendas vivenciarem o pragmatismo extremado, onde cada político lutou desesperadamente para ser reeleito e, no caso da Paraíba, abandonando seus respectivos candidatos à presidência para seguir outras possibilidades.
De acordo com o cientista político e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Lúcio Flávio, os partidos tradicionais foram engolfados em escândalos de corrupção. Para ele, nunca antes os políticos estiveram em tão baixa conta. Bastante distanciados do conjunto da população. “Os políticos vivem a fase do salve- se quem puder. Procuram permanecer no poder e rompem com as ‘ideologias’ partidárias, buscando novos espaços e parcerias”, disse.
O professor e cientista político Augusto Teixeira disse que é importante separar momentos de atuação dos partidos políticos. Durante os mandatos existe uma tendência de fidelidade partidária, controle da agenda e votações por parte dos líderes dos partidos. Contudo, no período de campanha predominam em geral os condicionantes da política local e regional.


PBAGORA


BORGES NETO SE LIGA PARAÍBA

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