sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Cabedelo não precisa só de eleição; é caso para refundação

Por volta de 1.650, os habitantes da então capitania da Parahyba, sobretudo escravos, construíram o Forte de Santa Catarina, onde hoje é o município de Cabedelo. A edificação foi erguida para proteger o território da invasão dos holandeses. Virou símbolo de resistência.
Séculos depois, a cidade tenta resistir, sem êxito, à sua própria guerra. Um ataque, ora silencioso, ora carregado de explosivos, a minar, via corrupção e desavergonhamento de sua representação política, a auto estima e as finanças do antigo povoado.
Depois de amargar o dissabor da prisão de quase todas as autoridades municipais, o que restou de pé de sua hierarquia digladia pelo poder, sob qualquer preço.
Herdeiros políticos e familiares de encarcerados ou acusados de corrupção continuam, de alguma forma, nas entranhas da Prefeitura, com cargos ou benefícios.
E, achando pouco, a oposição ao prefeito interino, que até tem realizado algumas ações e obras, deu um golpe, pela Câmara, com uma manobra para assumir o comando do Executivo. Uma rasteira legislativa sem base legal.
No meio do fogo cruzado dos canhões de interesses, pouco republicanos, cabedelenses vão resistindo aos invasores nativos. Muito se fala em nova eleição e direta já. Não basta. Por tudo que se tem visto, Cabedelo é caso para uma refundação política e cultural.
Só assim seria possível recomeçar do jeito certo, pedra sobre pedra, um nova mentalidade e espírito público. Porque o seu belo Forte – erguido no passado – não conseguiu proteger a cidade do mal presente.
HeronCid



BORGES NETO SE LIGA PARAÍBA

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